sexta-feira, fevereiro 19, 2021

O que outrora fora exclusividade dos detentores de recursos, knowhow em programação e o acesso a tecnologias restritas, agora também está no...

O que outrora fora exclusividade dos detentores de recursos, knowhow em programação e o acesso a tecnologias restritas, agora também está nos domínios de empresas e desenvolvedores - independentes - dispostos a levar a diante a criação de uma multiplicidade de softwares para as mais variadas aplicações. Doações e assinaturas opcionais permitem o acesso fácil ao usuário comum dentro dessa gama de possibilidades. Tendo à nossa disposição o que há de mais acessível e de nível comparável às grandes e populares ferramentas, podemos fazer uso de bons recursos dispensando gastos impraticáveis.

sexta-feira, fevereiro 05, 2021

Nas trocas de palavras e envios de mensagens, entre nós artistas, sempre surgem ideias a se bolar. É algo bem comum dependendo da ocasião. U...

Nas trocas de palavras e envios de mensagens, entre nós artistas, sempre surgem ideias a se bolar. É algo bem comum dependendo da ocasião. Um vem com algo que encontrou por aí, outro acrescenta mais um pensamento e as possibilidades surgem... Assim, em um desses papos, meu amigo Evaristo Ramos lançou-me o vídeo da artista Clara Meath, em que ela demonstra o processo de criação de seu ArtBook com sketchs, estudos e outras produções. O que me despertou o ímpeto de fazer o meu também (embora apenas em uma versão virtual). E o resultado é este post, onde você encontrará um pouco do que pude reunir para mostrar ao leitor, amigos e parentes. Espero que apreciem!

segunda-feira, fevereiro 01, 2021

Houve uma era em que a reprodutibilidade de uma obra era para poucos. Um lote de HQs impressas em Offset figurava o apogeu na carreira de u...

Houve uma era em que a reprodutibilidade de uma obra era para poucos. Um lote de HQs impressas em Offset figurava o apogeu na carreira de um autor/quadrinista independente. Algo muitas vezes nem mesmo cogitado, pois a contratação de uma gráfica e os serviços de editoração representavam gastos impraticáveis à grande maioria dos artistas menos abastados. E ainda se arcada por uma editora, esta publicação era tida como uma possibilidade de encalhe muito grande e talvez, um risco de desperdício não compensatório.

Página teste colorida.
Naqueles tempos, o que eu produzia era voltado e pensado ao Xerox. Eu xerocava como um doido. Todos os sábados, eu ia até a xerocadora e fazia cópias em tamanho reduzido das minhas produções - para as pastas de plásticos tamanho A4, já que eu desenhava sempre em A3. Também xerocava páginas de revistas e livros de meu interesse. Reduzir e ampliar imagens, testar recursos, copiar referências, etc. também era parte da brincadeira e eu me divertia bastante com isso.

Qualquer desenhista/quadrinista, no presente, pretendendo expor o seu trabalho, produzirá pensando na publicação digital - a forma mais comum, senão a mais barata, garantida e divertida de alcançar um público. Falando de mim, tenho um site com portfólio, mas também uso o Behance e o DeviantART. No Instagram e no Twitter, posto sem selecionar muito o material, vou de brincadeira. Não é segredo algum quais os caminhos para mostrar o trabalho na internet, cabe a cada um acompanhar o passo tecnológico seguinte.

LaVoisin - 2015.

Porém, há uma mágica na reprodutibilidade física de uma arte gráfica, uma transformação que faz o produto receber um aspecto muito próprio, um mistério entre o original e o impresso. A edição, as soluções, a encadernação, o papel... O exemplar palpável de uma História em Quadrinhos traz um segundo valor a todo o trabalho. Ainda que a relevância do item físico esteja sendo substituído pela perfulgente projeção de pixels diante de nossos olhos, ao meu ver, o impresso sempre trará algo muito mais estimável.