sábado, agosto 01, 2020

A máxima que nos diz que "se temos sorte no jogo, teremos azar no amor" foi parte da concepção dos primeiros quadrinhos do Daniel...

01/08/2020 - Daniel - Antecedentes

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A máxima que nos diz que "se temos sorte no jogo, teremos azar no amor" foi parte da concepção dos primeiros quadrinhos do Daniel. Sem foco na coerência, eu fazia experimentações de escritas automáticas pouco premeditadas e descriteriosas, nas quais se via os diálogos confusos entre Daniel e Jéssica (a sua guia espiritual) e, quase sempre, com a participação do Anjo. Tudo em torno de um misticismo bastante "esquisotérico", propositalmente sem um foco narrativo mais nítido e de difícil compreensão a um leitor desavisado.
O Anjo era marcação cerrada.
Entretanto, era considerado o interesse do visitante. Deixei lá links com sinopses de cada história/personagem que colocariam alguma luz sobre aqueles picotados enredos. Com o Daniel, em suma, eu diria que as suas motivações e conflitos eram bem expostos. Ele havia feito um trato com um espírito maligno em troca de ser um bom jogador/apostador. Trato que trouxe uma maldição: ele sempre venceria qualquer jogo no mundo, porém, não poderia recusar nenhum desafio. E também não poderia mais reencontrar sua noiva, do contrário ela morreria. Nesse caso, comprovou-se: amor e sorte no jogo não se misturam.
Não dá para esconder o jogo do Daniel.
Confusões mentais e perseguição por parte do espírito (o do pacto) lançaram Daniel à busca de se livrar da maldição que o atormentava, encontrando segurança tanto a leal amizade de Jéssica - e suas experiências com as artes ocultas - quanto na "ancoragem" de um imbatível Anjo da Guarda. Engajado em cruzar o seu destino com o do astro do Rock Martin Holster, Daniel está certo de haver alguma ligação entre o espírito que o amaldiçoou e a vida particular do músico. A partir dessas passagens, acontece ponto inicial do Ato Falho. Até o fechamento deste post, ainda não foi revelado quais as reais intenções de Daniel, muito menos como ele soube do envolvimento de Holster com entidades demoníacas.
Antes, Jéssica tinha outra aparência.
Com Daniel, exagerei de propósito as suas vantagens quanto aos demais. Ele tem um anjo que o protege sem medir consequências, conta com uma guia espiritual extremamente poderosa e, por fim, ainda é um jogador imbatível. O verdadeiro "super-homem" do Ato Falho. E, sem saber se obtive sucesso, uma das atribuições a ele seria a grande perspicácia. Desde as primeiras páginas do Ato Falho, preparei o terreno para exibir um personagem esperto, cuja a astúcia não lhe trai nunca, assim como o sorriso raramente abandona a sua face.

Essa complexidade me faz acreditar em Daniel como um elemento a ser desvendado. Escondendo o jogo, mentindo, ludibriando e querendo a todo custo algo nebuloso, ele usa de de sua inteligência para avançar no tabuleiro e dar as cartas, sempre pronto para qualquer um apostar todas as fichas contra ele - exatamente o que quer.

Com esse post, finalizo a série "Antecedentes" do Ato Falho.

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