terça-feira, junho 23, 2020

Minhas decisões de mudanças muito bruscas sempre se mostraram ser as piores e nunca me levaram muito longe. Escolher uma segunda-feira para...

23/06/2020 - Modo Japão de Quadrinhos

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Minhas decisões de mudanças muito bruscas sempre se mostraram ser as piores e nunca me levaram muito longe. Escolher uma segunda-feira para me tornar um atleta, iniciar uma dieta ou mesmo aplicar-me a um novo estudo, sempre lançou-me ao fracasso. A experiência me mostrou do equivoco que é pensar na disciplina como algo com data e hora marcadas para acontecer.
 
O avanço gradual de um plano ou projeto ganha estruturas bem mais firmes quando acontece em etapas e é cultivado com o tempo de maturação necessário para se manter. Antes de me pôr em uma prática, tenho a ideia, avaliado-a se é melhor - ou tão atraente - quanto a realidade que vivo, para então, persegui-la e vivê-la segundo a vontade e a profundidade desejada.
Versão Mangá da Lucy e um estudo de personagem.

E, nesse momento, uma nova prática tem se manifestado em meu interesse de maneira intensa. Penso que, como quadrinista, posso me expressar em outros estilos além dos que estou habituado e é possível cruzar os limites da zona de conforto.

Minha atenção está voltada aos Mangás: as Histórias em Quadrinhos Japonesas.
 
Folheando algumas publicações de meu acervo e garimpando o Pinterest, passei a uma observação aprofundada à riqueza do estilo, aos seus diferente recursos narrativos e à sua estética. Não é uma novidade, não estou desvendando o mangá como nunca o conhecesse. Estou tomando sua execução como uma possibilidade de dela me valer de alguma forma.
 
Diretamente de meu sketchbook

Esse encantamento veio com força. Nos aspectos pictóricos causa-me sensações parecidas com as que tenho - tal dito em outro post - com o gibi da Tina dos estúdios do Maurício de Sousa. Sobretudo os mangás oitentistas em todas as suas maravilhosas maluquices, com seu simplismo e poder de envolvimento. Nos aspectos narrativos, sou atraído aos personagens inusitados e tão genuínos, às histórias que extrapolam e que colocam por terra quaisquer limites imaginativos, indo além das fórmulas ocidentais já recorrentes.
 
Estudo formas de conciliar o que venho fazendo com a progressiva caminhada ao Mangá e isso pode não demorar. É uma resolução bastante firme e garanto, até o fim deste ano, desenvolver um trabalho com esse norte. Já tenho meus autores de referência, e um roteiro estruturado no método Snowflake. E está uma tetéia!
 
Nadando contra a correnteza? Talvez. Mudanças ocorrem e em muitos casos são perfeitamente inevitáveis!

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