quarta-feira, junho 03, 2020

Recordo de identificar posturas problemáticas no colégio seminarista onde me formei no ensino médio, porém jamais de ter presenciado nele q...

03/06/2020 - Cores

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Recordo de identificar posturas problemáticas no colégio seminarista onde me formei no ensino médio, porém jamais de ter presenciado nele qualquer inadvertência didática. Nossas queixas, como alunos, não eram por lacunas de conhecimentos - deles éramos alimentandos até não dar mais conta -, nossos mestres nunca deixaram qualquer questionamento sem explicações coerentes ou com menor profundidade. Foi lá que conheci os/as melhores professores/as de toda a minha vida.

A professora de Educação Artística poucas vezes deixou de escrever a nota máxima em minha caderneta, embora eu a decepcionasse frequentemente com atitudes imbecis de um adolescente. A admiração mútua, entre eu e ela, fez-me tornar um verdadeiro "teacher's pet".  E isso não era por ser uma matéria "fácil" - como eu disse acima, nada era facilitado -, e sim porque o que eu fazia naquelas aulas era com sinceridade e interesse a cima da média.
Uma de minhas paletas prediletas.
E eu já pintava e estava satisfeito com minhas tintas acrílicas, o que me fez, por imaturidade e presunção, não absorver devidamente as teorias fundamentais das cores segundo me foram apresentadas. Talvez, uma das maiores faltas no aprendizado de minha vida até certa altura. Mais tarde eu revisitaria essas teorias na faculdade de Artes Visuais, com uma competente professora, um computador diante de mim e a internet ajudando. Nesse ínterim entre ensino médio e a faculdade, veio o reflexo de meu desinteresse, fazendo-me seguir sofríveis métodos de tentativas e erros sucessivos.

Isso também me afetou como Designer Gráfico, tornando-se um de meus pontos fracos durante alguns anos de profissão - o que não cabe detalhar aqui. A faculdade me fez atentar - minimamente - aos múltiplos manejos das cores com suas aplicações e efeitos. Conhecimento ao alcance de qualquer um com interesse ou curiosidade o bastante para pesquisar... É um assunto inesgotável e instigante quando se começa a compreendê-lo a fundo: está no cinema, fotografia, pintura, informática, esoterismo, psicologia, etc... O Youtube tem muito a respeito.
Quando trabalho com as cores nas HQs, ilustrações e outros trabalhos autorais, levo em consideração os seus atributos subjetivos e meus gostos pessoais também. Capturo paletas que caem em meu agrado e crio as minhas próprias. Meus experimentos me trazem intimidade com as cores e sempre me ensinam algo - como quando revisito suas teorias episodicamente, segundo as necessidades de cada momento. Trabalho algumas paletas que nunca vão além de vinte cores (quando chegam a isso), tendo predileção quase sempre pelas mais reduzidas. 
https://color.adobe.com/pt/create/color-wheel
https://coolors.co/

A primeira paleta de cores que criei para HQs e ilustrações é bastante recente, faz poucos anos (é uma das que mais gosto), ela foi usada nas tirinhas do Hana-O, em 2016. Também utilizo um kit de canetas Copics com 36 cores, que me permite muita liberdade e bons estudos. E a fascinante aquarela, técnica a qual ainda pretendo praticar mais e conhecer melhor... Vivo prometendo-me isso.

É assim me relaciono com as cores. E tenho grande gratidão por ter sido um bom aluno de Artes, porque talvez eu assim o queria, por ter sido bem orientado.

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