sexta-feira, abril 03, 2020

[Esse post é parte de uma série sobre o (meu) processo de fazer quadrinhos.] [Parte I aqui] Como toda prática artística, o desenhar exige ...

03/04/2020 - Fazendo Quadrinhos - Páginas de Quadrinhos II

Nenhum comentário:
 
[Esse post é parte de uma série sobre o (meu) processo de fazer quadrinhos.] [Parte I aqui]

Como toda prática artística, o desenhar exige regularidade e comprometimento. Manter periodicidade e uma rotina de desenho - com prazos, horas estabelecidas e dias marcados - dentro de cronogramas e metas, potencializa a produtividade e a melhora do trabalho. Ainda que de uma maneira suave, cobrar-se alguns objetivos trará os resultados desejados efetivamente, tornando a rotina do artista uma constante.

Neste momento de hiato (forçado) do Ato Falho, não estou parado. O estudo de desenho, as anotações e pesquisas para os capítulos seguintes continuam. Assim como tento tirar o máximo proveito de minhas pausas para cafés, incrementando diálogos, cenas, etc. A marcha lenta nos desenhos não vai durar mais muito tempo, pois começo a segunda parte do Anátema da Arte e a primeira parte do capítulo seguinte, a partir da metade deste mês. Meus planos incluem colocar isso tudo no Tapas ao iniciar o segundo semestre.
Quadrinhos diversos que nunca publiquei.

No tocante ao Ato Falho, os métodos que aplico são bem meus, resultantes de experimentos pessoais. Costumo escrever às quartas e quintas-feiras, desenho aos sábados e segundas. Tenho um quadro branco na parede sobre meu computador onde traço meus objetivos, estipulando datas e outros detalhes aos quais devo voltar a atenção durante o cotidiano. Ele me ajuda a focar no que pretendo fazer e me dá uma percepção visual de tempo.
Um bloco desses faz qualquer desenhista feliz.
Como dito no post anterior dessa série, quando meu roteiro está pronto e faço o raf, parto para o lápis. O lápis é o trabalho mais intenso de uma página. Exige uma maior concentração. A rigor, trata-se da "alma" pictórica de uma página de HQ. Do esboço à definição de linhas destinadas à lineart, manter a estética e ao mesmo tempo ter uma produção ágil, são alguns dos maiores desafios que encaro.
Lápis e lapiseiras que mais uso.

Uso o papel Layout 180g/m2 da Canson, no tamanho A3: o melhor papel que já experimentei. Tenho preferência por lapiseiras 0.5 com grafites 2B... Até uso lápis, só que não ter que apontar constantemente e a precisão permitida pela lapiseira me são mais satisfatórios. Tenho experimentado também o lápis de mina azul (Col-Eraser) da Prismacolor. Avalio muito bem esse material, ele tem as vantagens de não aparecer no scaneamento e minimizar, assim, o uso da borracha na finalização.

Tomo a folha, marco margens de 3,5cm e começo a desenhar com tranquilidade, aproveitando esse momento que reservo a mim mesmo, aliviando-me toda e qualquer negatividade. O meu "guilty pleasure" enquanto desenho é o de ouvir a TV. Desenho sempre com a TV ligada... Pode isso? É, acho que posso, sim, estou perdoado. Até a próxima!

Nenhum comentário:

Postar um comentário