quinta-feira, dezembro 03, 2020

Impossível comentar positivamente o ano de 2020. Por mais que eu queira, nada tenho a dizer em seu favor. Ninguém saiu ileso dessa, estava t...

Impossível comentar positivamente o ano de 2020. Por mais que eu queira, nada tenho a dizer em seu favor. Ninguém saiu ileso dessa, estava tudo nos canais da internet e nos noticiários: milhares de vidas perdidas e uma crise impiedosa causadora de sofrimento e desamparo.  As discórdias e angústias nos encurralaram, o mundo virou do avesso e encaramos uma salobra realidade. Sinto-me privilegiado com as possibilidades que tive nesses meses de isolamento, mas me abala intensamente o pesar por todos que foram atingidos de maneira mais dura.

O ano chega ao seu fim.
 
Não era desse jeito que eu gostaria de começar meu balancete de final de ano. Não é o tipo de comentário comum neste blog. Estou aqui para afastar o mal-estar e as preocupações e, infelizmente, dessa vez foi diferente. E justo por isso, vou direto à lista, acessando apenas as memórias mais leves que tive nesse ano que se despede.


Balancete de 2020:


Projeto Cenobites: Série de desenhos com personagens inspirados no universo Hellraiser de Clive Barker. - concluído em 04 de janeiro [link]

--

Sequenciálogos: Exposição de meus originais (flopou por causa da pandemia) - de 16 de março a 24 abril [link]

--

Meu site oficial entra no ar -  09 de abril [link]

--

Live no Instagram - 30 de abril [link]

--

Resenha de Ato Falho no Universo dos Quadrinhos - 03 de maio [link]

--

Resenha da Noite Escura no Zona Negativa - 15 de outubro [link]

--

Primeiras Commissions - 06 de novembro [link]

--

Primeira Live no Twitch - 28 de novembro [link]


Pendentes:
Fanzine Zinapse.
A Vida é Justa - HQ em parceria com Evaristo Ramos.
Mangá P.Age 11.1.
 
--
 
Desejo a todos um bom final de ano e que dias melhores surjam para todos nós.

quarta-feira, dezembro 02, 2020

Esboçar é preciso. Meus hábitos no desenho envolvem o ato de esboçar como uma etapa inerente ao meu processo. Não me vejo desenhando de outr...

Esboçar é preciso. Meus hábitos no desenho envolvem o ato de esboçar como uma etapa inerente ao meu processo. Não me vejo desenhando de outro jeito.  Planejo o desenho, dou a ele uma estrutura e vou esmerando as formas, ajeitando até eu gostar do que vejo.  Procuro melhorar sempre o controle sobre as primeiras aplicações do lápis, tentando ir do início ao fim de uma página sem a necessidade da mesa de luz.  E ninguém um dia me disse que seria fácil.

Grafite e lápis de minas azuis que experimentei.
Em minha primeira HQ, a Prisma Negro, coloquei-me no manejo do grafite azul da Pentel. Corajosamente. E não estou tentando me gabar: é que esses grafites não aceitam a borracha. A HQ teve mais de quarenta páginas apenas com rápidas esboçadas e as finalizações sem franjas a aparar - os detalhes vinham na hora do nanquim. Embora me orgulhe dessa proeza, não a quero repetir jamais. Apenas pelo valor que hoje dou ao esboço como um importante método de se ter resultados melhores.

Lápis azul. (HQ nunca publicada)
Mas ainda tenho uma boa relação com os grafites azuis, por causa da agilidade que oferecem. Com uma mexida no contraste em um software de edição, as linhas dos esboços não aparecem. Evitando fazer aquela sujeirada com a borracha como quando se usa o grafite cinza.  E tem outra: o esboço com linhas azuis nos permitem estudar o desenho sob outras percepções. O problema é o do detalhamento, o qual vai pedir o grafite convencional de qualquer jeito. Mas, se o desenhista já tiver mentalizada uma biblioteca visual do que está desenhando, pode partir para a finalização sem grilos.
 
Como o grafite azul da Pentel ainda me causa alguns receios, agradou-me saber que existem lápis de minas azuis apagáveis com as borrachas comuns. E fui à caça de informações sobre eles e os adquiri. O primeiro foi o Col Erase da Prismacolor, sobre o qual só tenho elogios. Apaga com a borracha conforme o prometido (dependendo do quão se marque o papel), passou no teste do "Brilho e Contraste" e o material não é tão caro. Fiz alguns quadrinhos que nunca publiquei usando o Col Erase e, como o já dito, detalhes pedem os grafites convencionais.

Traçados azuis sobrepostos com nanquim.

Desembolsando uns tostões a mais, consegui  adquirir um kit com dois lápis Sketcher da Caran D'Ache. Este já tem o azul bem suave e é extremamente macio.  No escanner, só na conversão para "Tons de Cinza"... desapareceu. O problema mais evidente é que o lápis não dura tanto, apontar ele com frequência é uma necessidade inevitável, já que a ponta engrossa rapidamente. Também o utilizei em HQs testes nunca publicadas.

A história dos grafites azuis é antiga, vem do tempo das fotocopiadoras e nas produções de fotolitos. Isso porque os traços azuis somem quando reproduzidos para as impressões em preto e branco. Hoje, há quem goste do efeito de se ter o esboço aparecendo sob a tinta, assim, usa-se também os grafites vermelhos e os laranjas. Seja qual for a intenção, ambos os casos são interessantes.

sábado, novembro 07, 2020

Debruçado sobre minha prancheta, vez ou outra, acontece de surgir uma sensação de incômodo com alguns resultados. Há momentos em que me dist...

Debruçado sobre minha prancheta, vez ou outra, acontece de surgir uma sensação de incômodo com alguns resultados. Há momentos em que me distancio, olho novamente o desenho, e topo com o problema. Não é um erro, mas um problema. Aceitar o erro é salutar, às vezes ele pode até ser mantido quando traz peculiaridades positivas ao trabalho. Nem sempre a sanidade precisa ser perseguida, mas sim o erro trazido junto ao vocabulário visual do artista.
Dungeon Meshi de Ryōko Kui

quarta-feira, outubro 21, 2020

Conhecer a fundo a ciência por detrás da teoria das cores se faz através de uma extensa jornada de estudos. Mas nem todos os que precisam fa...

Conhecer a fundo a ciência por detrás da teoria das cores se faz através de uma extensa jornada de estudos. Mas nem todos os que precisam fazer uso delas necessitam ser diplomados neste saber. Quando a aplicação é a Arte, um pouco de intuição aliada à educação elementar de qualquer cidadão servem perfeitamente de intermédio para uma iniciação satisfatória. O interesse já é um bom começo.

Sketch colorizado.

quinta-feira, setembro 17, 2020

Sempre me inclinei em direção às publicações autorais. Algo em mim toma essa liberdade criativa como merecedora de muita atenção, pois o seu...

Sempre me inclinei em direção às publicações autorais. Algo em mim toma essa liberdade criativa como merecedora de muita atenção, pois o seu propósito maior não é essencialmente comercial. Encanta-me este conceito desprendido de fazer surgir ideias, emoções, argumentos, ou contar uma história segundo o livre pensamento e a cultura de que se é adepto. O atrativo maior das obras autorais está em sua possibilidade de expressar sem prestar contas a ninguém, transmitindo a sua mensagem autenticamente.
Vandalistia - Um de meus trabalhos autorais.

quinta-feira, setembro 03, 2020

O acabamento em um desenho ou em uma página de Quadrinhos pode fazer grande diferença, principalmente se a intenção seja a de conferir um as...

O acabamento em um desenho ou em uma página de Quadrinhos pode fazer grande diferença, principalmente se a intenção seja a de conferir um aspecto mais profissional ao trabalho. Usar de elementos gráficos sempre acaba somando bastante à arte e demonstra um cuidado a mais que certamente será percebido. Temos um leque de acabamentos amplamente usados em todas as modalidades de desenhos: como as hachuras, os padrões, linhas de ação, etc. E outras tantas artimanhas que, com alguma atenção, identificamos como recorrentes nas Artes Gráficas. Neste post, falarei de minhas experiências com as retículas
Desenho de meu sketchbook com aplicação de manual retícula.

sábado, agosto 15, 2020

Em uma primeira aproximação com as canetas Copics, a atenção do interessado volta-se imediatamente ao valor cobrado pelo produto. Não é para...

Em uma primeira aproximação com as canetas Copics, a atenção do interessado volta-se imediatamente ao valor cobrado pelo produto. Não é para menos, esse material se destina ao uso profissional, precisando ter qualidade inquestionável e sua procura deve ser garantida e bem referenciada. Quem busca qualidade, sabe ser preciso desembolsar mais para ser atendido em suas necessidades - quiça também ser surpreendido. Tendo em vista esse papo todo, há quem use das Copics para trabalhos não rentáveis, ou não remunerados e ainda assim, queira desfrutar das enormes vantagens de se colorir e desenhar com resultados excelentes, mesmo doendo no bolso.
Colocando algumas cores em meus sketchs.

domingo, agosto 02, 2020

Há artes gráficas que nos causam um íntimo e total arrebatamento já em um primeiro contato. Entendemos instantaneamente aquele vocabulário ...

Há artes gráficas que nos causam um íntimo e total arrebatamento já em um primeiro contato. Entendemos instantaneamente aquele vocabulário imagético e somos atraídos pelas suas agradáveis sensações. Formas ou desenhos aprazíveis são comuns: em menos de uma hora de navegação, esbarramos em vários. São ilustrações e páginas de quadrinhos que enchem os olhos, sejam estes minuciosamente elaborados ou exibindo soluções visuais apenas bem resolvidas e sem maiores malabarismos técnicos. Sempre há o que se agradar e apreciar nas publicações impressas e nas telas e monitores que acessamos diariamente. Porém, algumas artes agradam mais que outras...
[DIVULGAÇÃO] Betty e Verônica.

sábado, agosto 01, 2020

[Esse post é parte de uma série sobre o (meu) processo de fazer quadrinhos.] [Parte I aqui] [ Parte II aqui ] Dando andamento às publicaçõe...

[Esse post é parte de uma série sobre o (meu) processo de fazer quadrinhos.] [Parte I aqui] [Parte II aqui]

Dando andamento às publicações sobre como faço quadrinhos, resolvi que em vez de texto, usarei um pequeno registro em vídeo de meu processo desde o início. O vídeo é rápido e está com uma edição bem simples, do mesmo jeito que faz um resumo e acrescenta um pouco ao assunto.


A máxima que nos diz que "se temos sorte no jogo, teremos azar no amor" foi parte da concepção dos primeiros quadrinhos do Daniel...

A máxima que nos diz que "se temos sorte no jogo, teremos azar no amor" foi parte da concepção dos primeiros quadrinhos do Daniel. Sem foco na coerência, eu fazia experimentações de escritas automáticas pouco premeditadas e descriteriosas, nas quais se via os diálogos confusos entre Daniel e Jéssica (a sua guia espiritual) e, quase sempre, com a participação do Anjo. Tudo em torno de um misticismo bastante "esquisotérico", propositalmente sem um foco narrativo mais nítido e de difícil compreensão a um leitor desavisado.
O Anjo era marcação cerrada.

quarta-feira, julho 15, 2020

Qualquer um com conhecimento trivial sobre desenho pode fazer quadrinhos. Um traço rebuscado não é uma imposição essencial quando falamos...

Qualquer um com conhecimento trivial sobre desenho pode fazer quadrinhos. Um traço rebuscado não é uma imposição essencial quando falamos de narrativa gráfica. As histórias em quadrinhos resultam de inúmeros recursos que não só o de um traço impecável. Páginas detalhadas e com toda sorte de elementos sensoriais marcantes nem sempre são imprescindíveis, é possível ao artista encontrar por si os próprios métodos de expressão. Ainda assim, a Arte precisa alimentar-se de técnica, seja qual o estilo.
Livros de referência para desenhar figuras humanas.

sábado, julho 04, 2020

Ignorando o poder financeiro de um autor, assim como o seu networking e o público que já alcança, vamos supor que ele queira lançar um proj...

Ignorando o poder financeiro de um autor, assim como o seu networking e o público que já alcança, vamos supor que ele queira lançar um projeto independente no qual acredite. Fora dos meios de incentivo à cultura e dos patrocínios, publicar-se tem custos. Mas, caso a possibilidade possa ser considerada e é a vontade do autor, chegamos a um dos grandes momento de sua vida. Autopublicar-se no suporte impresso extrai algum suor e também lágrimas de quem for empreender. Porém, há como fazer com que os orçamentos sejam mais enxutos e o trabalho figure um aprendizado a se levar como bagagem para o resto da vida.

Como já fiz isso duas vezes, aprendi algo sobre o qual posso falar um pouco. Foram vitórias, mesmo tendo me lançado nessas aventuras aos trancos e barrancos. Para não exceder minhas finanças, decidi que faria eu mesmo o máximo possível do exigido em uma publicação: trataria todo o volume de capa à contracapa. Desse jeito, minhas publicações foram quase que 100% resultantes de meus próprios esforços. Paguei apenas pelas revisões textuais. Ter que custear diagramador e designer não seria barato.
Prisma Negro - Minha primeira HQ impressa.

terça-feira, junho 23, 2020

Minhas decisões de mudanças muito bruscas sempre se mostraram ser as piores e nunca me levaram muito longe. Escolher uma segunda-feira para...


Minhas decisões de mudanças muito bruscas sempre se mostraram ser as piores e nunca me levaram muito longe. Escolher uma segunda-feira para me tornar um atleta, iniciar uma dieta ou mesmo aplicar-me a um novo estudo, sempre lançou-me ao fracasso. A experiência me mostrou do equivoco que é pensar na disciplina como algo com data e hora marcadas para acontecer.
 
O avanço gradual de um plano ou projeto ganha estruturas bem mais firmes quando acontece em etapas e é cultivado com o tempo de maturação necessário para se manter. Antes de me pôr em uma prática, tenho a ideia, avaliado-a se é melhor - ou tão atraente - quanto a realidade que vivo, para então, persegui-la e vivê-la segundo a vontade e a profundidade desejada.
Versão Mangá da Lucy e um estudo de personagem.

quarta-feira, junho 03, 2020

Recordo de identificar posturas problemáticas no colégio seminarista onde me formei no ensino médio, porém jamais de ter presenciado nele q...

Recordo de identificar posturas problemáticas no colégio seminarista onde me formei no ensino médio, porém jamais de ter presenciado nele qualquer inadvertência didática. Nossas queixas, como alunos, não eram por lacunas de conhecimentos - deles éramos alimentandos até não dar mais conta -, nossos mestres nunca deixaram qualquer questionamento sem explicações coerentes ou com menor profundidade. Foi lá que conheci os/as melhores professores/as de toda a minha vida.

A professora de Educação Artística poucas vezes deixou de escrever a nota máxima em minha caderneta, embora eu a decepcionasse frequentemente com atitudes imbecis de um adolescente. A admiração mútua, entre eu e ela, fez-me tornar um verdadeiro "teacher's pet".  E isso não era por ser uma matéria "fácil" - como eu disse acima, nada era facilitado -, e sim porque o que eu fazia naquelas aulas era com sinceridade e interesse a cima da média.
Uma de minhas paletas prediletas.

sexta-feira, maio 15, 2020

Se, por algum motivo, alguém resolver realizar uma escavação no que está incutido nas versões mais atuais do elenco do Ato Falho, pode ter ...

Se, por algum motivo, alguém resolver realizar uma escavação no que está incutido nas versões mais atuais do elenco do Ato Falho, pode ter algumas surpresas inesperadas. Com o Martin Holster não poderia ser diferente. Essa figura excêntrica, que carrega consigo um relativo carisma como fanfarrão, drogado, abjeto, viajão, etc... É uma crítica à superficialidade por trás de uma fama construída sobre o mais puro marketing e da falsidade presente na cena musical do Rock mundo afora.

Holster é uma ode aos grandes representantes da cultura que caracteriza, uma homenagem àqueles que viveram o Rock´n Roll, tornando-se verdadeiros deuses estereotipados e parte do imaginário coletivo. Esse controverso personagem deseja se perpetuar não só pela música, mas também por sua questionável biografia, indo na contramão da "linha de produção" musical em evidência na atualidade.
Trono Negro.

sexta-feira, maio 01, 2020

Minhas publicações on-line só são possíveis se houver algum tempo livre e um aparato técnico adequado. A trinca essencial para esse percurs...

Minhas publicações on-line só são possíveis se houver algum tempo livre e um aparato técnico adequado. A trinca essencial para esse percurso é o básico: um computador, um celular e acesso à internet. Com isso já tenho algo para fazer. Quanto ao tempo, procuro gerenciá-lo de forma a tirar melhor o proveito possível e ao meu alcance. A intenção é a de ter um bom nível de metodologia e organização para atingir um patamar que me agrade o bastante.

Todo o planejamento e o trabalho para minhas publicações fazem uma travessia desde a inspiração/pesquisa, passando pela concepção, até a finalização digital. E é aí que meus afazeres são abençoados pelas minhas ferramentas prediletas. No que tange ao planejamento como um todo, elas têm recursos que realmente tornam as coisas mais rápidas, mais fáceis e bem mais organizadas

terça-feira, abril 14, 2020

Dedicar-se a uma atividade artística como hobby assemelha-se a um tipo de psicopatologia. É se entregar ao mais diligente ludismo, voltando...

Dedicar-se a uma atividade artística como hobby assemelha-se a um tipo de psicopatologia. É se entregar ao mais diligente ludismo, voltando as costas às satisfações só possíveis nos momentos ociosos do dia a dia. Do mesmo modo, aplicar tempo e esforço sem pretender recompensas materiais, ou mesmo aprovação por parte de quem seja. O que vale é a satisfação pessoal, o incondicional fazer pelo fazer. Nunca abrindo mão de realizar algo bem feito, com a paixão sempre acesa.

O sujeito trilha esse caminho sem que ninguém queira, peça, ordene ou implore... Quem quer é apenas quem pratica. O amor ao processo faz o tempo voar. Os resultados tornam compensadores todos os momentos desse caminho solitário (a abençoada solidão). O fazer artístico é a convergência do artista com a sua criação e, ao mesmo tempo, a conexão consigo mesmo e sua identidade.

sexta-feira, abril 03, 2020

[Esse post é parte de uma série sobre o (meu) processo de fazer quadrinhos.] [Parte I aqui] Como toda prática artística, o desenhar exige ...

[Esse post é parte de uma série sobre o (meu) processo de fazer quadrinhos.] [Parte I aqui]

Como toda prática artística, o desenhar exige regularidade e comprometimento. Manter periodicidade e uma rotina de desenho - com prazos, horas estabelecidas e dias marcados - dentro de cronogramas e metas, potencializa a produtividade e a melhora do trabalho. Ainda que de uma maneira suave, cobrar-se alguns objetivos trará os resultados desejados efetivamente, tornando a rotina do artista uma constante.

Neste momento de hiato (forçado) do Ato Falho, não estou parado. O estudo de desenho, as anotações e pesquisas para os capítulos seguintes continuam. Assim como tento tirar o máximo proveito de minhas pausas para cafés, incrementando diálogos, cenas, etc. A marcha lenta nos desenhos não vai durar mais muito tempo, pois começo a segunda parte do Anátema da Arte e a primeira parte do capítulo seguinte, a partir da metade deste mês. Meus planos incluem colocar isso tudo no Tapas ao iniciar o segundo semestre.
Quadrinhos diversos que nunca publiquei.

sexta-feira, março 13, 2020

A partir do dia 16/03, estará aberta a minha exposição na Fundação Cultural de Criciúma, onde o visitante poderá ver uma seleção de meus ori...

A partir do dia 16/03, estará aberta a minha exposição na Fundação Cultural de Criciúma, onde o visitante poderá ver uma seleção de meus originais. A proposta é justamente mostrar as artes como foram feitas, sem maquiagens.



terça-feira, março 03, 2020

Quando comecei a primeira versão do Ato Falho, em 2018, coloquei a voz de Lucy como narradora. A consequência disso foi que ela acabou se t...

Quando comecei a primeira versão do Ato Falho, em 2018, coloquei a voz de Lucy como narradora. A consequência disso foi que ela acabou se tornando a personagem principal e a querida dos leitores. Na reelaboração do roteiro, concentrei a narrativa em torno de Lucy sem comprometer o protagonismo do restante do elenco, porque os outros três amaldiçoados (Holster, Alfredo e Daniel) precisavam ter o mesmo peso na trama. Retirar-lhes as relevâncias, fatalmente desestruturaria todo o trabalho, pois cada um deles desempenha um papel fundamental.

Nos tempos do Asmpleon Danteredun, Lucy precisava enfrentar os problemas contíguos à sua telepatia, como saber os segredos das pessoas e ser perseguida por um grupo de parapsicólogos cujos os propósitos eram questionáveis estudos pseudocientíficos.  Como se não fosse aflição o bastante, também sofria efeitos colaterais ao usar seus dons: tinha um esgotamento mental a ponto de quase enlouquecer.
Versão Atual de Lucy aquarelada.

segunda-feira, fevereiro 17, 2020

[Esse post é parte de uma série sobre o (meu) processo de fazer quadrinhos. Nele vou me ater, em linhas gerais, a como inicio uma pág...


[Esse post é parte de uma série sobre o (meu) processo de fazer quadrinhos. Nele vou me ater, em linhas gerais, a como inicio uma página e à parte técnica de tratamento de imagem.]

Em primeiro lugar, fazer quadrinhos pode ser um plano na vida profissional, ou também, uma iniciativa artística livre de pretensões maiores - a escolha pessoal depende do artista. Mas o que não se pode negar é a força criativa exigida por esse suporte e o quanto de tempo é necessário para praticá-lo. Caso exista uma certa inclinação a esse rigoroso processo de criação e o desejo por contar histórias, o autor irá valer-se do poder dos Quadrinhos e seus recursos, unindo imagens e textos para expressar ideias e conduzir narrativas.
Página teste de tempos. Está no meu DeviantART.

terça-feira, fevereiro 04, 2020

Minha devoção artística me surpreende, algumas vezes deixo a imaginação formar imagens demais. Parece que tudo está na seara das HQs e dos ...

Minha devoção artística me surpreende, algumas vezes deixo a imaginação formar imagens demais. Parece que tudo está na seara das HQs e dos Desenhos. É o meu jeito de processar informações na maioria dos casos... Lembro-me que há alguns anos, ao terminar o expediente em meu trabalho, eu caminhava para casa, como habitualmente costumo fazer. Ao chegar em uma esquina, cruzei com linda garota usando óculos, com um jeito tímido, levando uma grande pasta de desenhos sob o braço. Pensei: só pode ser desenhista! Mas não tive coragem de perguntar.

O restante de meu caminho foi imaginando como seria o dia a dia daquela moça, quais os seus hábitos, as suas produções. Cheguei em casa nesse embalo, sentei diante da minha mesa de desenho e esbocei no papel a figura que me impressionou naquela tarde. Era uma personagem que nascia. Chamei-a de Bianca ("branca" em italiano) e meus planos eram os de que ela seria uma cartunista em aventuras curtas dentro de um mundo cheio de imaginação.

Bianca pirando ao desenhar uma HQ de Terror.

sábado, fevereiro 01, 2020

A arte final utilizando pinceis sempre me encantou. Parecia-me uma acrobacia no que se referia ao desenho. Eu me perguntava como um sujeito...

A arte final utilizando pinceis sempre me encantou. Parecia-me uma acrobacia no que se referia ao desenho. Eu me perguntava como um sujeito atingia a maestria de aplicar o nanquim usando de um instrumento como tão místico, indomável. Ainda nos desenhos mais simplistas a sensação se repetia: o pincel transmitia beleza em suas linhas flexíveis, irregulares - claramente segredos profundos dos artistas mais graduados no ofício.

Somente eles poderiam desempenhar tal façanha? Pelo menos em minhas primeiras tentativas a impressão se manteve. Mas insistir sempre muda as coisas, a repetição ensina, ela afasta as folhagens da selva de receios diante de nós para enxergamos o caminho. Quando vi, já estava finalizando páginas de quadrinhos inteiras e ilustrações de maneira muito satisfatória usando o pincel. Não que eu já esteja pronto, vejo-me ainda como um aprendiz, contudo, acredito que posso passar alguma experiência a frente, o pouco do que sei sobre a ferramenta.
Algumas opções de produtos para começar a trabalhar.

quinta-feira, janeiro 16, 2020

Antes de povoarem os núcleos da webcomic Ato Falho - hoje em andamento -, cada um dos meus personagens já protagonizou suas próprias página...

Antes de povoarem os núcleos da webcomic Ato Falho - hoje em andamento -, cada um dos meus personagens já protagonizou suas próprias páginas no antigo blog Asmopleon Danteredun. Eram historietas abertas e contínuas, que pecavam por não desempenharem um enredo ou uma trama maior. Não que fossem feitas de qualquer jeito ou aleatoriamente, apenas lhes faltavam linearidades e um pouco mais de empenho de seu autor.

Alfredo (o palhaço) e o Senhor Nestor (o dono do Circo Estrelato) viviam, lado a lado, os bastidores circenses na HQ "Picadeiro Mambembe", onde pairava um marasmo sem fim, uma rotina de poucos acontecimentos, de neuroses, de tédio... O velho Nestor desejava conduzir seus negócios rumo ao sucesso em tempos em que o picadeiro perdera a atenção do público para os videogames e shoppings, enquanto Alfredo se prestava a ser um conselheiro determinado a trazer ao chão os pés de seu chefe.

Senhor Nestor descobrindo esse inovador meio de comunicação.

segunda-feira, janeiro 06, 2020

Retomei um projeto iniciado na segunda metade do ano passado, o qual fora colocado de lado durante alguns meses por questões de prioridades...

Retomei um projeto iniciado na segunda metade do ano passado, o qual fora colocado de lado durante alguns meses por questões de prioridades. Intitulado "Cenobites", o desafio era o de realizar uma sequência de personagens inspirada na memorável obra "Hellraiser - Renascido do Inferno" do escritor e cineasta inglês Clive Barker.

A franquia Hellraiser - presente nos cinemas e no mercado de homevideo - foi cultuada nos anos 1990 pelos apreciadores do Terror em torno do mundo. O alcance foi tal que o seu universo expandiu-se também à Literatura, HQs e à Música. A obra originária trouxe à imaginação popular uma das criações mais brilhantes do universo do Terror: o Pinhead, com seus inúmeros pregos cravados em seu do crânio.

A estética Hellraiser já me era bastante familiar e comecei a desenhar apenas acessando minhas memórias, sem a necessidade de buscas por maiores referências. As caracterizações foram concebidas segundo a minha imaginação era acionada e elaboradas após alguns esboços preliminares. Trabalhei em nove criaturas com cuidados aos cortes do vestuário e mutilações. Todos os modelos resultaram de técnica digital combinadas a uma paleta de cores menor, variando em tons de cinzas para simular níveis de sombras.

Você nos chamou? Então terá que provar das angústias do inferno.