sexta-feira, maio 15, 2020

Se, por algum motivo, alguém resolver realizar uma escavação no que está incutido nas versões mais atuais do elenco do Ato Falho, pode ter ...

Se, por algum motivo, alguém resolver realizar uma escavação no que está incutido nas versões mais atuais do elenco do Ato Falho, pode ter algumas surpresas inesperadas. Com o Martin Holster não poderia ser diferente. Essa figura excêntrica, que carrega consigo um relativo carisma como fanfarrão, drogado, abjeto, viajão, etc... É uma crítica à superficialidade por trás de uma fama construída sobre o mais puro marketing e da falsidade presente na cena musical do Rock mundo afora.

Holster é uma ode aos grandes representantes da cultura que caracteriza, uma homenagem àqueles que viveram o Rock´n Roll, tornando-se verdadeiros deuses estereotipados e parte do imaginário coletivo. Esse controverso personagem deseja se perpetuar não só pela música, mas também por sua questionável biografia, indo na contramão da "linha de produção" musical em evidência na atualidade.
Trono Negro.

sexta-feira, maio 01, 2020

Minhas publicações on-line só são possíveis se houver algum tempo livre e um aparato técnico adequado. A trinca essencial para esse percurs...

Minhas publicações on-line só são possíveis se houver algum tempo livre e um aparato técnico adequado. A trinca essencial para esse percurso é o básico: um computador, um celular e acesso à internet. Com isso já tenho algo para fazer. Quanto ao tempo, procuro gerenciá-lo de forma a tirar melhor o proveito possível e ao meu alcance. A intenção é a de ter um bom nível de metodologia e organização para atingir um patamar que me agrade o bastante.

Todo o planejamento e o trabalho para minhas publicações fazem uma travessia desde a inspiração/pesquisa, passando pela concepção, até a finalização digital. E é aí que meus afazeres são abençoados pelas minhas ferramentas prediletas. No que tange ao planejamento como um todo, elas têm recursos que realmente tornam as coisas mais rápidas, mais fáceis e bem mais organizadas

terça-feira, abril 14, 2020

Dedicar-se a uma atividade artística como hobby assemelha-se a um tipo de psicopatologia. É se entregar ao mais diligente ludismo, voltando...

Dedicar-se a uma atividade artística como hobby assemelha-se a um tipo de psicopatologia. É se entregar ao mais diligente ludismo, voltando as costas às satisfações só possíveis nos momentos ociosos do dia a dia. Do mesmo modo, aplicar tempo e esforço sem pretender recompensas materiais, ou mesmo aprovação por parte de quem seja. O que vale é a satisfação pessoal, o incondicional fazer pelo fazer. Nunca abrindo mão de realizar algo bem feito, com a paixão sempre acesa.

O sujeito trilha esse caminho sem que ninguém queira, peça, ordene ou implore... Quem quer é apenas quem pratica. O amor ao processo faz o tempo voar. Os resultados tornam compensadores todos os momentos desse caminho solitário (a abençoada solidão). O fazer artístico é a convergência do artista com a sua criação e, ao mesmo tempo, a conexão consigo mesmo e sua identidade.

sexta-feira, abril 03, 2020

[Esse post é parte de uma série sobre o (meu) processo de fazer quadrinhos.] [Parte I aqui] Como toda prática artística, o desenhar exige ...

[Esse post é parte de uma série sobre o (meu) processo de fazer quadrinhos.] [Parte I aqui]

Como toda prática artística, o desenhar exige regularidade e comprometimento. Manter periodicidade e uma rotina de desenho - com prazos, horas estabelecidas e dias marcados - dentro de cronogramas e metas, potencializa a produtividade e a melhora do trabalho. Ainda que de uma maneira suave, cobrar-se alguns objetivos trará os resultados desejados efetivamente, tornando a rotina do artista uma constante.

Neste momento de hiato (forçado) do Ato Falho, não estou parado. O estudo de desenho, as anotações e pesquisas para os capítulos seguintes continuam. Assim como tento tirar o máximo proveito de minhas pausas para cafés, incrementando diálogos, cenas, etc. A marcha lenta nos desenhos não vai durar mais muito tempo, pois começo a segunda parte do Anátema da Arte e a primeira parte do capítulo seguinte, a partir da metade deste mês. Meus planos incluem colocar isso tudo no Tapas ao iniciar o segundo semestre.
Quadrinhos diversos que nunca publiquei.

sexta-feira, março 13, 2020

A partir do dia 16/03, estará aberta a minha exposição na Fundação Cultural de Criciúma, onde o visitante poderá ver uma seleção de meus ori...

A partir do dia 16/03, estará aberta a minha exposição na Fundação Cultural de Criciúma, onde o visitante poderá ver uma seleção de meus originais. A proposta é justamente mostrar as artes como foram feitas, sem maquiagens.



terça-feira, março 03, 2020

Quando comecei a primeira versão do Ato Falho, em 2018, coloquei a voz de Lucy como narradora. A consequência disso foi que ela acabou se t...

Quando comecei a primeira versão do Ato Falho, em 2018, coloquei a voz de Lucy como narradora. A consequência disso foi que ela acabou se tornando a personagem principal e a querida dos leitores. Na reelaboração do roteiro, concentrei a narrativa em torno de Lucy sem comprometer o protagonismo do restante do elenco, porque os outros três amaldiçoados (Holster, Alfredo e Daniel) precisavam ter o mesmo peso na trama. Retirar-lhes as relevâncias, fatalmente desestruturaria todo o trabalho, pois cada um deles desempenha um papel fundamental.

Nos tempos do Asmpleon Danteredun, Lucy precisava enfrentar os problemas contíguos à sua telepatia, como saber os segredos das pessoas e ser perseguida por um grupo de parapsicólogos cujos os propósitos eram questionáveis estudos pseudocientíficos.  Como se não fosse aflição o bastante, também sofria efeitos colaterais ao usar seus dons: tinha um esgotamento mental a ponto de quase enlouquecer.
Versão Atual de Lucy aquarelada.

segunda-feira, fevereiro 17, 2020

[Esse post é parte de uma série sobre o (meu) processo de fazer quadrinhos. Nele vou me ater, em linhas gerais, a como inicio uma pág...


[Esse post é parte de uma série sobre o (meu) processo de fazer quadrinhos. Nele vou me ater, em linhas gerais, a como inicio uma página e à parte técnica de tratamento de imagem.]

Em primeiro lugar, fazer quadrinhos pode ser um plano na vida profissional, ou também, uma iniciativa artística livre de pretensões maiores - a escolha pessoal depende do artista. Mas o que não se pode negar é a força criativa exigida por esse suporte e o quanto de tempo é necessário para praticá-lo. Caso exista uma certa inclinação a esse rigoroso processo de criação e o desejo por contar histórias, o autor irá valer-se do poder dos Quadrinhos e seus recursos, unindo imagens e textos para expressar ideias e conduzir narrativas.

Constituída por muitas etapas, a elaboração de uma HQ precisa sempre contar com a intuição e a bagagem de conhecimentos do artista, como a Escrita, o Desenho e a Ilustração. Quem se coloca a quadrinizar deve, antes de tudo, conhecer a linguagem. Ler Quadrinhos - e estar atendo aos detalhes de sua leitura - é imprescindível, assim como a busca por referências diversas e o consumo constante e variado dessa mídia. Também há livros muito bons sobre como fazer Quadrinhos, recorrer a eles é um ótimo jeito de se aperfeiçoar.
  
Página teste de tempos. Está no meu DeviantART.

terça-feira, fevereiro 04, 2020

Minha devoção artística me surpreende, algumas vezes deixo a imaginação formar imagens demais. Parece que tudo está na seara das HQs e dos ...

Minha devoção artística me surpreende, algumas vezes deixo a imaginação formar imagens demais. Parece que tudo está na seara das HQs e dos Desenhos. É o meu jeito de processar informações na maioria dos casos... Lembro-me que há alguns anos, ao terminar o expediente em meu trabalho, eu caminhava para casa, como habitualmente costumo fazer. Ao chegar em uma esquina, cruzei com linda garota usando óculos, com um jeito tímido, levando uma grande pasta de desenhos sob o braço. Pensei: só pode ser desenhista! Mas não tive coragem de perguntar.

O restante de meu caminho foi imaginando como seria o dia a dia daquela moça, quais os seus hábitos, as suas produções. Cheguei em casa nesse embalo, sentei diante da minha mesa de desenho e esbocei no papel a figura que me impressionou naquela tarde. Era uma personagem que nascia. Chamei-a de Bianca ("branca" em italiano) e meus planos eram os de que ela seria uma cartunista em aventuras curtas dentro de um mundo cheio de imaginação.

Bianca pirando ao desenhar uma HQ de Terror.

sábado, fevereiro 01, 2020

A arte final utilizando pinceis sempre me encantou. Parecia-me uma acrobacia no que se referia ao desenho. Eu me perguntava como um sujeito...

A arte final utilizando pinceis sempre me encantou. Parecia-me uma acrobacia no que se referia ao desenho. Eu me perguntava como um sujeito atingia a maestria de aplicar o nanquim usando de um instrumento como tão místico, indomável. Ainda nos desenhos mais simplistas a sensação se repetia: o pincel transmitia beleza em suas linhas flexíveis, irregulares - claramente segredos profundos dos artistas mais graduados no ofício.

Somente eles poderiam desempenhar tal façanha? Pelo menos em minhas primeiras tentativas a impressão se manteve. Mas insistir sempre muda as coisas, a repetição ensina, ela afasta as folhagens da selva de receios diante de nós para enxergamos o caminho. Quando vi, já estava finalizando páginas de quadrinhos inteiras e ilustrações de maneira muito satisfatória usando o pincel. Não que eu já esteja pronto, vejo-me ainda como um aprendiz, contudo, acredito que posso passar alguma experiência a frente, o pouco do que sei sobre a ferramenta.
Algumas opções de produtos para começar a trabalhar.

quinta-feira, janeiro 16, 2020

Antes de povoarem os núcleos da webcomic Ato Falho - hoje em andamento -, cada um dos meus personagens já protagonizou suas próprias página...

Antes de povoarem os núcleos da webcomic Ato Falho - hoje em andamento -, cada um dos meus personagens já protagonizou suas próprias páginas no antigo blog Asmopleon Danteredun. Eram historietas abertas e contínuas, que pecavam por não desempenharem um enredo ou uma trama maior. Não que fossem feitas de qualquer jeito ou aleatoriamente, apenas lhes faltavam linearidades e um pouco mais de empenho de seu autor.

Alfredo (o palhaço) e o Senhor Nestor (o dono do Circo Estrelato) viviam, lado a lado, os bastidores circenses na HQ "Picadeiro Mambembe", onde pairava um marasmo sem fim, uma rotina de poucos acontecimentos, de neuroses, de tédio... O velho Nestor desejava conduzir seus negócios rumo ao sucesso em tempos em que o picadeiro perdera a atenção do público para os videogames e shoppings, enquanto Alfredo se prestava a ser um conselheiro determinado a trazer ao chão os pés de seu chefe.

Senhor Nestor descobrindo esse inovador meio de comunicação.

segunda-feira, janeiro 06, 2020

Retomei um projeto iniciado na segunda metade do ano passado, o qual fora colocado de lado durante alguns meses por questões de prioridades...

Retomei um projeto iniciado na segunda metade do ano passado, o qual fora colocado de lado durante alguns meses por questões de prioridades. Intitulado "Cenobites", o desafio era o de realizar uma sequência de personagens inspirada na memorável obra "Hellraiser - Renascido do Inferno" do escritor e cineasta inglês Clive Barker.

A franquia Hellraiser - presente nos cinemas e no mercado de homevideo - foi cultuada nos anos 1990 pelos apreciadores do Terror em torno do mundo. O alcance foi tal que o seu universo expandiu-se também à Literatura, HQs e à Música. A obra originária trouxe à imaginação popular uma das criações mais brilhantes do universo do Terror: o Pinhead, com seus inúmeros pregos cravados em seu do crânio.

A estética Hellraiser já me era bastante familiar e comecei a desenhar apenas acessando minhas memórias, sem a necessidade de buscas por maiores referências. As caracterizações foram concebidas segundo a minha imaginação era acionada e elaboradas após alguns esboços preliminares. Trabalhei em nove criaturas com cuidados aos cortes do vestuário e mutilações. Todos os modelos resultaram de técnica digital combinadas a uma paleta de cores menor, variando em tons de cinzas para simular níveis de sombras.

Você nos chamou? Então terá que provar das angústias do inferno.