segunda-feira, dezembro 02, 2019

Tento desacelerar nos dias finais do ano. É que eu gosto dessa época, gosto do natal e demais comemorações que mandam nossas tradições. Pa...

Tento desacelerar nos dias finais do ano. É que eu gosto dessa época, gosto do natal e demais comemorações que mandam nossas tradições. Para mim, essa "reta final" é uma oportunidade para fazer uma balanço de mais um ciclo que se conclui. Há quem considere o fim do ano um espaço de tempo triste e melancólico. Não vejo assim, diria o contrário: todo o simbolismo e subjetividades desse período me afetam de modos bastante positivos - a época que vejo como mais triste é o carnaval.

Esta será a última postagem do ano. Prefiro assim, fazer mais com menos. Nem sempre dá para escrever neste blog a cada quinzena, a correria da vida cotidiana pode dar pouco espaço para encontrar pautas interessantes e o cansaço por vezes impede de elaborar um bom texto. Acho que por este ano é o suficiente, tenho que voltar a minha atenção a uma série de assuntos de maiores importâncias.

Então vamos ao balancete do ano de 2019:
 
 

sexta-feira, novembro 01, 2019

Em meu primeiro ano de inktober, consegui cumprir as resoluções registradas aqui no blo g no início do mês de outubro. Enfrentei todas as ad...

Em meu primeiro ano de inktober, consegui cumprir as resoluções registradas aqui no blog no início do mês de outubro. Enfrentei todas as adversidades e ignorei minhas inibições, permitindo-me experimentar o desafio com todos os seus riscos e satisfações. Acompanhei alguns chegados e conheci outros artistas - muito bons - os quais a existência só me trouxe provas com propagação da hashtag do evento.

Não achei difícil, no todo. Só requer comprometimento, organização e uma certa disciplina - além de algum talento para retirar do caminho imprevistos que impediriam prosseguir. Acho que meu recado foi dado - dentro de minhas possibilidades - e os resultados não estão muito aquém do que tenho para mostrar, afinal, ninguém aqui quer se tornar um desenhista MegaStar da internet - eu, ao menos, não.
 

terça-feira, outubro 15, 2019

Pretendo finalizar, ainda este ano, o terceiro ato de Ato Falho. Nos três primeiros atos constam informações importantes a quem acompanha ...


Pretendo finalizar, ainda este ano, o terceiro ato de Ato Falho. Nos três primeiros atos constam informações importantes a quem acompanha a série, mas ainda preliminares à narrativa principal - duas peças possíveis de serem lidas distintamente. Em resumo, acabaremos os três primeiros volumes com os acontecimentos decisivos na carreira de Martin Holster, a conclusão do envolvimento entre Lucy e Alfredo, juntamente às revelações que trarão a aproximação de Daniel aos demais.

A produção e publicação simultâneas da história me obrigam a separar cada capítulo em duas partes de 10 a 12 páginas cada. O que ainda me traz dúvidas se estou alcançando o efeito correto - ou desejado - sobre o leitor. Mesmo lendo comentários dos seguidores, ainda me falta a clareza se a HQ está sendo saboreada apropriadamente, funcionando segundo meus esforços de tornar os personagens o mais possivelmente marcantes.
 

terça-feira, outubro 01, 2019

Sempre me esquivei de Inktobers e outros desafios do gênero. Meus argumentos eram o desinteresse e o de não simpatizar com a proposta do ev...

Sempre me esquivei de Inktobers e outros desafios do gênero. Meus argumentos eram o desinteresse e o de não simpatizar com a proposta do evento. Me negava a cumprir uma arte por dia durante um mês inteiro. Sei que essa é a graça do desafio, porém, tal regra agradaria a artistas muito diferentes de mim naquele momento.

Hoje, considero essa recusa toda como uma forma de bloqueio ao que eu deveria me adaptar: o pouco tempo de execução das artes - como terão a maioria dos demais participantes - e também a publicação acelerada, anulando as possibilidades de alterações e ajustes (mais uma vez digo: não serei o único). Oras, não fossem as dificuldades, não haveria por que se chamar "desafio".

Meu arsenal com principiante.

quarta-feira, setembro 18, 2019

Autopublicar-se é uma possibilidade real, e incrivelmente ao alcance de qualquer um. Basta estar disposto, ter o material e escolher o veíc...

Autopublicar-se é uma possibilidade real, e incrivelmente ao alcance de qualquer um. Basta estar disposto, ter o material e escolher o veículo. Guardar algum dinheiro para bancar uma publicação pode levar alguns anos, exige um certo sacrifício, no entanto, é uma realização que se fixada como meta, pode ser alcançada.

Mas há também a internet, essa velha aliada do quadrinista independente. A quem já arraigou certo público, a internet permite financiamentos coletivos, recurso já comprovadamente responsável por trazer bons resultados a projetos de artistas realmente dispostos de tempo e dedicação para preparar uma boa campanha. Também temos a opção da publicação online, a qual os requisitos mais básicos são a HQ feita e a criação de uma conta em uma das várias plataformas digitas disponíveis - com custos extremamente reduzidos.

terça-feira, setembro 03, 2019

A direção para a qual um traço progride sempre parte das referências do artista. Ele persegue o que mais o atrai. Comigo não é diferente. N...

A direção para a qual um traço progride sempre parte das referências do artista. Ele persegue o que mais o atrai. Comigo não é diferente. No momento que encaro minhas próprias produções, vejo que, embora unido às minhas maneiras, há vestígios de muito do que tenho por inspirador.
 
Por esse motivo, acabei revendo meu Influence Map, mapeando com mais cuidado minhas referências e tornando-o bem mais enxuto que os anteriores. Seria inevitável fazer isso mais cedo ou mais tarde, pois não sou um poço de influências artísticas como já me imaginei - ao contrário disso, o simplismo fala muito mais por mim.
 

segunda-feira, agosto 19, 2019

Considero-me um conhecedor muito superficial de HQs. Por mais que eu singre esses mares há bastante tempo e os tenha como uma de minhas pai...

Considero-me um conhecedor muito superficial de HQs. Por mais que eu singre esses mares há bastante tempo e os tenha como uma de minhas paixões, falta-me o mínimo de conhecimento que me permitiria movimentar com mais liberdade nesse meio. É como se eu houvesse acabado de chegar.

Tenho mudado isso aos poucos, desempenhando um interesse maior do que meus antigos ânimos permitiam. Portanto, se a conversa é HQs, tenho valorizado todo o tipo de material. Com esse pensamento, imergi nas divagações teóricas do livro Um Mundo em Quadrinhos de Wellington Srbek.

quinta-feira, agosto 01, 2019

Coletei algumas imagens do meu cotidiano, em torno da produção Ato Falho, durante o primeiro semestre deste ano. O resultado foi a ediç...

Coletei algumas imagens do meu cotidiano, em torno da produção Ato Falho, durante o primeiro semestre deste ano.


O resultado foi a edição a baixo, a qual estou usando como vídeo promocional de minha webcomic. Obrigado por assistir.



segunda-feira, julho 15, 2019

No último domingo, dia seguinte ao jantar de aniversário de minha mãe - comemorado pela família em Araranguá, cidade vizinha -, o frio volt...

No último domingo, dia seguinte ao jantar de aniversário de minha mãe - comemorado pela família em Araranguá, cidade vizinha -, o frio voltara após uma breve trégua e a garoa já engrossava às dez horas da manhã. Na portaria de meu prédio, eu trocava palavras com uma moradora vizinha que eu acabara de conhecer, enquanto aguardava a chegada de meu irmão e sua carona.

Com a posse da minha bagagem, tomamos a estrada rumo aos portões da faculdade SATC, no bairro Pinheirinho. Mal chegamos e já avistávamos uma extensa fila formada por um grande público - vindo de Criciúma e de todo o perímetro urbano próximo - cruzando os acessos de entrada. Estávamos no maior evento de cultura pop do Sul de Santa Catarina: o Tanuki World Fest.

Mega estrutura muito apropriada para eventos dessa grandeza.

segunda-feira, julho 01, 2019

Quando não está no campeonato, o jogador bate a sua bola, treina pênalti, faz embaixadinhas. Ou seja, entretém-se com sua ferramenta - só ...

Quando não está no campeonato, o jogador bate a sua bola, treina pênalti, faz embaixadinhas.
Ou seja, entretém-se com sua ferramenta - só ele e ela: o jogador e a sua paixão. Há dois brinquedos que nos são apresentados logo no início da vida que independem de explicações: a bola e o lápis.

Se o caminho do lápis agradar mais, não é do referido jogador que falamos, mas sim do artista/desenhista - mesmo o amante da arte por hobby ou diversão -, que pratica entre uma obra e outra com o seu brinquedo mais divertido: o sketchbook.
 
Uns pela metade, outros terminados. Todos muito divertidos.

sábado, junho 15, 2019

Estive à procura de motivos interessantes para iniciar mais uma série. Optei pelas figuras femininas, o que é sempre muito legal de se desen...

Estive à procura de motivos interessantes para iniciar mais uma série. Optei pelas figuras femininas, o que é sempre muito legal de se desenhar - acho que quase uma unanimidade entre desenhistas e pintores. A escolha temática foi por garotas com um estilo de vida alternativo: o das fãs de Rock e Metal. Surgiram, então, as Metalhead Girls.


segunda-feira, junho 10, 2019

Estamos às raias da segunda metade deste ano, já percorrido pelos mais diversos e relevantes acontecimentos em todas as esferas. Dentre ela...

Estamos às raias da segunda metade deste ano, já percorrido pelos mais diversos e relevantes acontecimentos em todas as esferas. Dentre elas, as relacionadas aos Quadrinhos e entretenimento de massa em geral. Para o quadrinista disposto a tornar sua arte visível, é impossível ter indiferença frente a alguns eventos de grande importância ao planejar a sua agenda.

Com a Noite Escura (minha HQ mais recente) sob meu braço, tomei a resolução de que levantaria do sofá para ver a verdade lá fora. E foi a partir desta decisão que tive como paradeiro a Comic(con) Floripa 2019, ocorrida nos dias 08 e 09 de junho em Florianópolis.

 
 Pouco depois de abrirem os portões.

segunda-feira, maio 20, 2019

O Desenho é a minha principal forma de expressão - tanto no fazer, quanto no apreciar. Fascina-me a imensa diversidade de obras - frutos ...

O Desenho é a minha principal forma de expressão - tanto no fazer, quanto no apreciar. Fascina-me a imensa diversidade de obras - frutos da mais sincera paixão à arte - exibidas em nossas telas e monitores em torno do mundo. Meus olhos passeiam sobre todas sem me ocorrer qualquer tipo de comparações ou avaliação rigorosa. Sou levado apenas pelo apreciar continuo ao que cada um(a) desses(as) obstinados(as) artistas têm a nos mostrar e a inspirar. Todos merecem o direito de desenhar como melhor lhes couber, e é nesse tipo de beleza que acredito.

Só que também tenho uma mente analítica, e minha atenção volta-se sempre ao que tornou-se evidente na Arte do Desenho contemporâneo: ela sofreu transições permanentes há bastante tempo, evoluindo ao fazer digital. Avalio positivamente tal fenômeno, por tratar-se de recursos facilitadores e que também agilizam todos os processos que o desenho envolve.

Minha mesa digitalizadora.

segunda-feira, abril 22, 2019

Jamais tive um tutor ou professor de desenho. A arte sempre partiu de minha iniciativa e observação, seguindo meus próprios métodos empíric...

Jamais tive um tutor ou professor de desenho. A arte sempre partiu de minha iniciativa e observação, seguindo meus próprios métodos empíricos de aprendizado. Despertei artisticamente em uma época em que materiais didáticos e cursos eram inacessíveis a quem não estivesse instalado nos grandes centros. E em se tratando de HQs, não diferia muito, era ainda mais fora de alcance.

O panorama oposto ao atual: um mundo aberto apinhado de apostilas, guias, exemplos, cursos, vídeos e tudo o que for necessário ao estudo profundo dos Quadrinhos ou do Desenho. E também o contato com os ensinamentos provenientes de artistas que obtiveram carreiras prosperas e tornaram-se consagrados. Como é o caso de Will Eisner, um autor divisor de águas nas HQs que nos brinda com o livro "Quadrinhos e Arte Sequencial", a respeito do qual farei algumas considerações.
  

sexta-feira, abril 05, 2019

Como comentado anteriormente , estou dando andamento à minha webcomic "Ato Falho" que hoje faz sua estreia no Tapas. A sinopse é a...

Como comentado anteriormente, estou dando andamento à minha webcomic "Ato Falho" que hoje faz sua estreia no Tapas. A sinopse é a seguinte:

Quando um astro do Rock traz ao nosso mundo uma perigosa entidade demoníaca, mal sabe ele que também atraiu a atenção de um sensitivo amaldiçoado cheio de cartas nas mangas. O que toma proporções dramáticas ao envolver uma jovem convalescente psiquiátrica dotada de telepatia, cujo desejo maior é viver um romance recém desperto com um artista circense.

Clique na capa para ler.


domingo, março 17, 2019

Faz pouco tempo que falei aqui sobre o pincel Condor 00 e de como me adaptei ao seu manejo nas artes-finais. De fato, essa ferramenta me tro...

Faz pouco tempo que falei aqui sobre o pincel Condor 00 e de como me adaptei ao seu manejo nas artes-finais. De fato, essa ferramenta me trouxe facilidades enormes e mudou minha maneira de executar algumas coisas. E não pretendo abandoná-la.

Mesmo assim, os testes com novos materiais sempre fizeram parte de minha curiosidade. E, nessas pesquisas constantes, acabo me servindo de alguns itens que trazem possibilidades diversas e caem muito em meu gosto (como, até mesmo, um substituto ao elogiável Condor 00).

Fiz uma aquisição que teve o mérito de trazer uma nova tarimba à prática de aplicar o nanquim –
neste caso, extremamente positiva. Vou falar da caneta pincel Pentel Pocket Brush.



quarta-feira, março 06, 2019

Chegou a Noite Escura, minha nova HQ. Sobre ela, vou colocar aqui um release escrito pela Laluña Machado, do site Minas Nerds: Sem dú...




Chegou a Noite Escura, minha nova HQ. Sobre ela, vou colocar aqui um release escrito pela Laluña Machado, do site Minas Nerds:

Sem dúvida mais um quadrinho nacional que pode ficar entre os melhores relacionados à ficção científica e futuros distópicos. Andy Corsant fez um trabalho primoroso com roteiro, arte e edição, nos trazendo uma narrativa envolvente e repleta de influências como o suprassumo da ficção científica do século XX, Philip K Dick e Isaac Asimov. Além disso, há da franquia Matrix e pitadas de algumas produções do quadrinista e roteirista Dave Gibbons.
A história com traços em negro e alvo destaca relações existenciais entre seus protagonistas Suzano e Aneta, ao mesmo tempo em que aponta características da violência e perversão numa sociedade pós-moderna com um código moral alternativo. A narrativa também engessa performances com cenas de ação e cenários “pós-apocalípticos” com aparições de “demônios e profetas”. Tudo isso com um gostinho a lá Clube da Luta.
Ao fim da trama, o leitor só pensa em uma coisa: acho que vou ter mais cuidado quando comer carne de porco.


sexta-feira, fevereiro 08, 2019

Quando concluí o meu segundo zine, o Prisma Negro, parti para muitas experimentações em artes-finais, em busca de resultados diferentes d...


Quando concluí o meu segundo zine, o Prisma Negro, parti para muitas experimentações em artes-finais, em busca de resultados diferentes dos que eu obtinha naquele momento. Eu estava descontente com os acabamentos das Unipin 0.5 e do pincel atômico, empregados em todo o processo do Prisma Negro e nas demais finalizações do mesmo período.
  
À esquerda, os pinceis Tigre, muito usados nas salas de aula. Em seguida, os Condor 00.

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

Quem acompanha o blog sabe que iniciei recentemente uma série de desenhos que traz consigo um tema central. É uma série curta...

Quem acompanha o blog sabe que iniciei recentemente uma série de desenhos que traz consigo um tema central. É uma série curta, à minha escolha e no meu tempo de execução. Me propus a criar um time de lutadores para um jogo de videogame imaginário, ao estilo dos Arcades de luta muito populares nos anos 90.

domingo, janeiro 27, 2019

Não largo do osso. Nesse caso, um osso passou a se tornar um filé. Não era mesmo um trabalho para se avançar precipitadamente, por isso, e...

Não largo do osso. Nesse caso, um osso passou a se tornar um filé. Não era mesmo um trabalho para se avançar precipitadamente, por isso, engavetei-o no ano passado. A história precisava de retoques, um novo formato também, e, da mesma maneira, uma padronização definitiva na arte.

sexta-feira, janeiro 18, 2019

É sobre ela que me debruço quando me coloco a desenhar, pintar e quadrinizar. Tenho uma relação quase que sagrada com o trabalho que realiz...

É sobre ela que me debruço quando me coloco a desenhar, pintar e quadrinizar. Tenho uma relação quase que sagrada com o trabalho que realizo nela. Tanto que não a ocupo caso o afazer não se associe diretamente às minhas produções artísticas: como escrever uma carta, por exemplo; ou ler, empacotar, colar, cortar folhas, etc.

quarta-feira, janeiro 02, 2019

Raramente saio de casa sem levar minha mochila. Nela carrego zines, HQs, gadgats, óculos de sol, água e um guarda-chuva. Também é um hábit...


Raramente saio de casa sem levar minha mochila. Nela carrego zines, HQs, gadgats, óculos de sol, água e um guarda-chuva. Também é um hábito ter por perto os materiais de desenho mais básicos, para o caso de alguma ideia repentina ou momentos de ócio.

Tenho sempre comigo os sketchbooks e meu inseparável estojo, no qual estão as ferramentas necessárias para começar os rabiscos. Desenhar livremente é um proveitoso exercício de criação. Por exemplo, na HQ que tenho trabalhado nos últimos meses, as aparências dos personagens surgiram diretamente de meu sketchbook.